DECIFRE-ME OU DELETE-ME.







"Esse teu sorriso leva a gente
A loucuras e prazer
Você finge que não sabe
O quanto gosto de você
Meu amor não é história..."

Um dia d-e-l-i-c-i-o-s-o para todos!
Saudades daqui...
Saudades de vocês!
Saudades de olhar para as teclas do computador e embolar idéias!
Saudades até de ser chamada de vaca (com letras maiúsculas), porque – afinal de contas – ser VACA no meu conceito vale mais do que ser uma gatinha. Ou uma potranca. Ou uma cachorrona. Quem me conhece, sabe. Não gosto de nada que não seja dramático. Nada que não percorra extremos. Dá um gostinho especial não ser um inseto (imagina um mosquitinho, uma formiguinha), quem merece? Mas ser vaca traz no nome um certo respeito. O respeito de ser vaca.

A ironia de incomodar sendo vaca.

Ok. Sou vaca. Sou cobra-criada. Sou caranguejo. Sou macaca de auditório. Sou burro-de-carga. Sou galinha-d’angola. Sou raposa-velha. Sou foca-domada. Sou siri-patola. Sou coelho-rosa. Sou gato-do-mato. Sou peixe-sabonete. Sou selvagem. Sou domada. Sou vira-lata. Tenho pedigree. Tenho garras. Farejo seu cheiro. Meu habitat é o seu. Meu coração não é humano. Nem meu desejo...

Benvindo ao meu zoológico interior!

(e ainda perguntam porque eu uso perfume da Lancome)

Mas deixo o mundo animal de lado e me volto para um texto de Fernando Bonassi que li outro dia e que achei (no mínimo) perfeito.

Declaração de Amor

“Já sei do que preciso.
Meus negócios são com você.
Faço-te esquecer todos os números
Depois do primeiro
Não deixo uma pele em cima da outra
Expremo-te
Estrago-te mesmo
Não há nada de sobrar para os outros
Tudo isso se preciso for
Se você vier
Se você pedir
Duas vezes”.

ps: À todos, uma semana com muitas unhas e dentes!!!!!!



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 07h36
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"Me namora, pois quando eu saio
Eu sei que você chora
E fica em casa só contando as horas
Reclama só do tempo que demora
Abre os braços e me namora"

SOBRE AQUELE DIA EM QUE TUDO SAIU "PERFEITO"

(ou melhor dizendo: TUDO O QUE EU QUIS FALAR E VOCÊ NÃO DEIXOU):

Ah, quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente, em homens. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso!. Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.

(Te pergunto: você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração? Me desculpe. Nada é pouco quando o mundo é meu.)



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 15h40
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"Que só os lábios vão lamber
Vem me ensinar a falar
Vem me ensinar a te comer
Na minha boca agora mora o teu sexo"
(Nando Reis)

Eu poderia. Claro que eu poderia. Mas não nasci assim. Não gosto do futuro do pretérito. Eu gosto de tempos simples. Nomes simples. Pessoas simples. Eu gosto do presente. Do agora. Do meu presente imperfeito. Sei que meu tempo não está na gramática. Sei que meu desejo está fora da regra. Mas está em mim. Esse é meu tempo. Meu verbo é sentir. E eu sinto. Sinto muito. E sei que tu sentes. E eles - que nem sei quem são - também sentem. Te pergunto: porque não conjugamos a vida de uma forma diferente só pra variar? Porque não damos as mãos numa ciranda-cirandinha bem lálálá e nos tornamos clichês de livro de auto-ajuda? Eu gosto da idéia. Nosso tempo depende de nós. Não vou dizer: nós poderíamos. Muito menos: se nós pudéssemos. Isso é celebrar o medo. Conjugar o verbo desistir, que já foi tirado da lista. E - cá pra nós - a gente não vai desistir. A gente não desiste. (Não tão fácil). Eu sei que dá vontade. Eu sei que ninguém acorda feliz todo dia. Mas nós precisamos. Eles precisam. Eu preciso. Preciso acordar e acreditar. Entende? Por isso, pelo menos hoje, vamos fazer um trato. (Quem sabe a gente acostuma?). Vamos esquecer os passados-perfeitos. Vamos parar de pensar no futuro-mais-que-perfeito que você (nem eu) conseguimos enxergar. Vamos olhar o outro que está ao nosso lado, abrir o coração e dizer com toda a cara de pau do mundo: Nós podemos. E ponto final.

Um beijo-exclamação para todos!!!



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 20h36
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VERDADE NUA E CRUA

Eu poderia mentir pra você. Mas não vou. Hoje não. Vou te dizer minhas verdades. Está pronto? Quer mesmo ouvir? Então sente-se. Assim, bem confortável. Verdades nos pregam peças. Eu tenho medo, eu sei. Você vai se assustar. (Eu também). Me diga: porque, diabos, você insiste em me ouvir? Ah, eu entendo. Essa cara de deboche é descrença. Você não sabe o que te espera. O que está dentro de mim não tem rendas como a lingerie que você viu outro dia. Minha alma também não é transparente como esta blusa branca. Oi... Que cara é essa? Eu estou falando com você. Perdeu a voz? Por favor, preste atenção no que eu vou dizer. Não é para isso que você veio aqui? Escutar? Não me confunda com esse abdômen perfeito, não sou uma mulher de poucos desejos. Eu te peço: um passinho para trás, por favor. Não sou evoluída espiritualmente. Se eu cantar mantras, seu cheiro não vai se afastar de mim. Ai, Deus do Céu, concentre... Um minuto do meu equilíbrio! Ok? Vamos lá. Quero falar sobre nossas verdades. Eu sinto que... Hã?? O que você está olhando? Verdades não moram em decotes. Suba já este olhar! Assim. Mais um pouco... Isso. Olhe nos meus olhos se você quiser me entender. Hoje a streap-tease é outra. Vou te mostrar minha alma. E - como prêmio (se nenhum de nós fugir) - te dou uma caixa de desejos.

Já imaginou?

Pois bem, escute:
A verdade é que eu não te amo, não estou apaixonada, mal te conheço, me desculpe.
Mas eu te quero, perdidamente, desorientadamente e se você sente o mesmo - eu te peço:


APROVEITE-SE DE MIM.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 06h20
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"A gente pensa que escolhe
Se a gente não sabe inventa
A gente só não inventa a dor..."
(Nando Reis)

Para todas os obcecados e os rejeitados,
E para todos os amores perdidos.

Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos is? Se você não está feliz, o problema é seu. Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu. (Única-e-exclusivamente seu). O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito. A pior coisa no mundo (e mais covarde também) é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento. Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros. Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!!
Ah, sei... Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços. Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida. Decorou? Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa. Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar. Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu inventei um amor. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão.
Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Você não fez nada. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe.

(Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.)

Um maravilhoso início de semana a todos - e sem culpas - para quem acredita no amor, paz e abraços fortes e sinceros.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 19h24
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Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, o mundo continua rodando, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, existem coisas que não precisam ser explicadas. (Pelo menos para mim).
O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Eu acho que as pessoas são sempre grandes e às vezes pequenas, igual brinquedo Playmobil. Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas para isso existem o lápis-de-cor e o amor que a gente aprendeu em casa desde cedo. Lembra?
Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de filme de susto, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos entram e saem, nunca sei aonde fui parar. Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre pergunto se você está feliz, se eu estou linda, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim, se o café ficou forte demais. Eu sou assim. Nada de meias-palavras. Já mudei, já aprendi, já fiquei de castigo, já levei ocorrência, já preguei chiclete debaixo da carteira da sala de aula, mas palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força.
Sou menina levada, princesa de rua, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Beijo escondido, faço bico, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor. Quer me entender? Não precisa. Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!

Você é minha melhor surpresa.

E eu, como boa criança, quero rasgar o pacote!


Um dia lindo para todos!

Que nosso lado infantil, espontâneo e vira-lata nos guie e nos faça rir!!!!

**O sábado nos rendeu muitos beijos na boca, vodka, axé, trace, psy e uma lua maravilhosa iluminando nossa noite.**



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 12h35
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Minha vida é assim. Brinco de esconde-esconde. Conto até cem, abro os olhos, cadê? Procuro, procuro e não acho. Não me acho. Às vezes dou sorte e encontro um pedaço meu perdido, uma frase atrás do muro. Mas a verdade inteira, quem sou, com todas as letras, palavras e sentidos, parece estar sempre a frente. A um palmo do meu nariz. E eu me atrevo. Corro, tropeço, me aventuro e vou. Conto até cem (posso ir?), quero me descobrir por aí. Quem é aquela embaixo da cama, sou eu? Quem é aquela, atrás do armário, com um pedaço revelado para poder ser encontrada? Sou eu? Sim. Sou eu. Às vezes dou de cara comigo, levo susto, chego a não acreditar. Às vezes - como por encanto - me encanto. E existem horas que só vejo sombras, vazios, interrogações. São meus mergulhos fora de foco. Miopia emocional? Traga-me os óculos, por favor. Eu não quero perder nenhum pedaço meu. Eu não quero deixar de me encontrar por medo. Eu quero descobrir o que há de melhor e pior em mim, minhas verdades, meus silêncios e me amar e me aceitar por inteiro. Quero me encontrar para me perder. Brincadeira que nunca acaba.

Um final de semana com deliciosas surpresas pra todos!!!

Alguém afim de me acompanhar pra o show de Nós 4?



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 21h05
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O que você quer para sua vida? Emoções baratas? Ofertas irresistíveis? Não sei se um dia o mundo cansará de tanta disponibilidade. Felicidades a 1,99. É pegar ou largar... O mundo anda invertido. Ou será que sou eu? Temos que virar de cabeça pra baixo para ficarmos iguais. Aquilo que era secreto agora está escancarado. O que nos é caro, escondemos a 7 chaves. Eu não quero que minhas vontades tortas e meus desejos secretos fiquem escondidos. Eu quero mais é que eles saiam por aí, nem que seja para não se atrofiarem. Eu ando seguindo o que eu acho que tenho de mais valioso: meu coração. Se você estiver no meu caminho, te levarei comigo. (Quer vir?).Cansei de pagar mais por menos. Eu enxergo sua alma. Enxergo suas incertezas. Mas eu não quero suas dúvidas... Por favor, durma com elas. Nem que seja por esta noite. Eu também tenho medo de errar e levar a sua culpa pode ser uma enorme bagagem para mim. Entende? Algum dia há de dar certo. Se não for do jeito que sonhamos, será de um jeito muito melhor. O mundo nos prega peças, sabia? Eu não quero competir com refrões. Eu quero poesia, sentimentos e beijos no pescoço. Será que é pedir muito?

ESTOU ESCREVENDO EM MAIÚSCULAS PARA VOCÊ ENTENDER A EXTENSÃO DA MINHA SAUDADE.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 16h32
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CARTA PARA VOCÊ.

Existem cartas para serem enviadas.
Existem cartas para serem escritas. E emboladas.

(Esta é para ser embolada).

Eu não gosto de me definir. Eu não gosto de definições. Mesmo porque nunca consegui. Entrego-me, então, ao mundo sem compreender. Não sei se sou mais pertubada ou pertubadora como você disse. Talvez seja uma coisa e outra. Nem uma coisa nem outra. Ou viva intercalando ser e não ser, conforme o dia. Quem importa? Você pensa que me apanha numa definição? Definições são limitadas. Asfixiantes. Eu prefiro a liberdade de não saber. Quer mais? De poder mudar. Experimentar. Provar o gosto... (Sentiu?)
Hoje, por exemplo, eu acordei com cólica e resolvi ficar o dia inteiro debaixo das cobertas, invivível, já que assim resolvi que fosse. Quero o telefone fora do gancho. O celular desligado. Tv. Livros. Folhas rabiscadas e Sonho de valsa. (Prometo fazer um tratamento para curar minha fobia a telefones e meu vício por cosméticos e chocolates). Mas estou com hormônios alterados. Entende? Nós, mulheres, temos direito a mais neuroses e a mais doces por motivos biológicos. Temos autorização universal para sermos complicadíssimas e continuarmos interessantes até para nós mesmas. (Sabia?)
Mas o que eu quero que você saiba é que minha vida é muito maior que meu dia. E isso me traz uma angústia enorme. Sinto que as horas passam depressa demais sem que nada de especial seja feito. Talvez (eu disse talvez) o que eu precise aceitar é que essas simples horas me trazem o que necessito para um não-sei-o-quê que me move. Um não-sei-o-quê que eu intuitivamente sei o que é, mas que me nego a dizer com medo de deixar de ser, como por encanto.
Eu não tenho muitos medos. São poucos, acredite. Às vezes me sinto grande, às vezes me sinto pequenininha. Mas sempre tenho dentro de mim coragem. Não é bom sentir isso? Li uma vez que a palavra Coragem vem da mesma Cor que forma Coração. Não é bonito isso? Agora sim! Temos a cor dentro da gente. A Cor da Coragem. A Cor do Coração. Não pense – com isso – que eu ando atrás só de “belas coisas simples”. Eu quero qualquer coisa, desconexa, contraditória, insegura, não tem importância. Desde que seja sua. As definições redondas e perfeitas não me satisfazem. Já disse. Eu não sou assim.
Se depois de ler tudo isso você não quiser dizer nada, não tem importância. Se você não diz nada é porque há muita coisa dentro de você. Mas isso eu já sei. Peço então que me estenda a mão.
Pode ser?



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 15h46
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Existe esta vida mesmo ou eu a inventei pra me distrair? As vezes tenho a sensação exata de saber tudo o que vai acontecer. E me divirto, esperando... Será que viver é isso? Uma espera? Uma divina comédia que nos prega peças e nos faz rir de nossos próprios erros? Será que estou me enganando e essas certezas que tenho de saber o que quero na vida são apenas ópio para meu coração? Hoje cheguei a uma conclusão de que não estou tão perdida. Pelo menos hoje eu sinto isso. Acho que a longuíssimo prazo, posso conseguir me tornar a pessoa que quero. O que me atormenta é que não sei que direção seguir. Só sei aonde quero chegar. Nada estrondoso. Não. O que quero é tão simples que chega a ser complicado. Porque eu gosto de vidas simples, palavras simples, pessoas simples, sentimentos simples. Difícil? Talvez. Só sei que está tudo dentro de mim. Talvez isso seja dificil. A grande viagem é interna. E me proponho a fazê-la, mesmo sabendo que irei descobrir caminhos escuros e desabitados. Assim como tantos que já descobri. Será que estou sendo otimista demais? Presunçosa? Eu tenho uma sensação estranha que às vezes me pega de surpresa. A sensação de que existem duas pessoas dentro de mim: uma que se descabela, chora e acha que não vai dar conta; e outra, a que fica apenas olhando, rindo, com uma paz gigantesca de saber que eu – isabel - vou continuar tropeçando, aprendendo, mas que está tudo ali guardado pra mim: na caixinha de pandora...

Quando será que provarei o gosto? Será que existe mesmo a tal caixinha de pandora?
Acho que ando tão em dúvida sobre que caminhos seguir que inventei esse texto e essas idéias para não ter um surto psicótico e ter que tomar Rivotril para dormir.
Bom, seja como for, estou calma. Palavras também são calmantes e não têm contra-indicação. (Não estas, pelo menos.)
Deixo a frase célebre da Ana Carolina que a Camila (amiga e companheira de delírios) disse ser feita pra mim:

“De que vale esse cabelo liso e as idéias enroladas dentro da sua cabeça”...?

(Ai, hoje me passei no pente fino.)


Postado por: ★ Eva Brown ★ às 16h15
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A todos - Martha Medeiros

A todos trato muito bem
Sou cordial, educada, quase sensata
Mas nada me dá mais prazer
Do que ser persona non grata
Expulsa do paraíso
Uma mulher sem juízo, que não se comove
Com nada
Cruel e refinada
Que não merece ir pro céu
Uma vilã de novela
Mas bela, e atá mesmo culta
Estranha, com tantos amigos
E amada, bem vestida e respeitada
Aqui entre nós
Melhor que ser boazinha
É não poder ser imitada.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 07h27
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Tô nem aí - Martha Medeiros

Tô nem aí pro futuro, pra celulite, tô nem aí para queixas datadas, tô nem aí pro telefone mudo, pros surdos, pro preço do combustível, tô nem aí se vai chover amanhã, se o presidente vai viajar, se vai voltar, tô nem aí.

Pra discussão sobre maioridade penal, violência e barbárie, tô aí. Pro fim desta impunidade que incrementa a bestialização das nossas vidas, tô muito aí.

Tô nem aí pros espetáculos da vida alheia, pro Schwarzenegger, pros índices de audiência, tô nem aí se fui convidada ou preterida, quem é a primeira da lista, a segunda, a última, tô nem aí pro novo namorado da Nicole, pras declarações da Luana, quem é gay ou não, com silicone ou sem, se é virgem, se é rodada.

Pros sentimentos das pessoas, tô aí. Para seus desejos e dúvidas, para seus medos e ousadias, tô aí. Para tudo aquilo que tem consistência, para tudo aquilo que nos comove, para o leve e o denso, para a alegria genuína e para o luto, tõ aí, sim.

Tô nem aí para quantas calorias tem um bife, tô nem aí para corrida espacial, se há vida após a morte, tô nem aí pro carro do ano, pra musa do próximo verão, pro gol mais bonito do domingo, pra manchete da copa de amanhã.

Para a grosseria e a falta de delicadeza que corrói as relações, tô aí. Para a brutalidade das pessoas, pro egoísmo, pra falta de educação e civilidade, para todos que possuem uma nuvem preta acima da cabeça e a carregam para onde quer que vão, tô aí e me dói profundamente.

Tô nem aí pro que foi decidido na reunião do condomínio, na reunião da cúpula, na reunião de mães, nas reuniões que duram mais de dez minutos, tô nem aí pro salário dos outros, pras novas tendências, pra cotação das minhas ações no mercado externo.

Tô aí pra alguns, pros meus. Tô aí e estou aqui. Estou atenta. Estou dentro. Estou me vendo. Estou tentando. Estou querendo. Estou a postos só para o mínimo, o máximo. Para o que importa mesmo. Para o mistério. A verdade. O céu. O inferno. Essas coisas.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 12h22
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Não importa quanto sua vida de solteira é maravilhosa, você tem amigos incríveis, vê o dia nascer de óculos escuro e não tem que dar satisfação para ninguém quando fica de madrugada dançando e se divertindo por aí, certo? Mais ou menos. Eu sou uma pessoa de humor alternante. Adoro não ter compromisso com ninguém, mas às vezes, acho essa vida sem dia seguinte um tanto quanto vazia. Talvez essa vida que levamos seja em busca por alguém que nos faça sentir borboletas no estômago. Talvez não. Talvez a gente goste mesmo é de noites loucas, capuccinos tristes e pistas falsas. Talvez a gente esteja sozinha por opção. No meu caso, acho que nenhuma das alternativas é correta. Meu coração saiu de férias. Foi dar uma volta para se recuperar e ainda não voltou. Engraçado como as coisas são. Você tem certeza que está pronta para outra. Mas quando um olhar lindo te tira de prumo, você percebe que precisa de muito mais que um olhar lindo. Você precisa de você de volta. Inteira. Porque se dar em pedacinhos para alguém não é muito bom. Eu não acho. Não gosto de migalhas. Não gosto de metades. Não gosto também de quem se satisfaça com pouco. Nada é muto quando o mundo é meu. Lembra? Por isso eu continuo assim: me conhecendo, me procurando, me querendo, me desejando. Não me entendam mal. Não sou narcisista, nem tenho um caso perdido de amor-próprio. Muito pelo contrário. Aquele clichê "você precisa se amar para amar alguém" cabe muito bem aqui. Quando o coração estiver pronto de novo, eu aviso. E coloco numa bandeja para quem pagar o preço.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 09h37
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Eu quero alguém de carne e osso que me tire o sossego. Alguém que me tire a paz, o sono, que me enxergue a alma. Quero alguém que não seja invenção. Quero alguém que seja por ser, mas que seja tudo. Tudo que me faça perder o juízo, a fome, as palavras. Eu preciso. Por favor, você aí, apareça! Me desafie. Eu quero perder o ar. Eu preciso perder o controle, sentir dor, eu preciso quase morrer de amor. Cansei de inventar paixões que me façam sofrer por um dia. Eu não sou mulher de sofrer por um dia. Eu quero amar e sofrer para sempre. E quando o "pra sempre" terminar, eu quero luto. Um pouquinho de drama que for, me dê. Quero verdades ditas na cara, maquiagem borrada, garrafas de álcool e algum Rivotril para dormir. Ah, me desculpe. Cansei do que há de melhor em mim. Eu não quero equilíbrio e sutileza. Eu não quero educação e respeito. Eu não quero compreensão e panos-quentes. Não hoje. Não dessa vez. Não espere isso de mim agora. Será que eu posso atravessar o outro lado e provar o que não-sou? Será que eu posso descer do salto e experimentar o que não me cabe? Depois eu volto, juro. E volto melhor, acredite. Mas te peço uma coisa: me compreenda. Quando eu voltar e estiver frio, me abrace. Não me pergunte aonde fui, não me pergunte o que vi. (Talvez no fundo você não queira saber). Eu quero provar quem sou. Quero conhecer cada Bel que mora em mim. Mas não estou preparada, você sabe. O que negamos também faz parte de nós. Por isso, antes que você perceba meu espanto (caso eu me depare com o inesperado), não diga nada. Me olhe com aquele olhar de quem ama. Me dê a mão. E aceite minha pior parte.


ps: Estou com pensamentos em feira livre e uma tendência a enlouquecer fora do normal.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 14h13
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Hoje eu quero falar sobre a verdade. A minha verdade. Os meus amigos. O amor que tenho em mim. Minhas decepções. O que eu sinto. Tudo o que existe e mora no meu coração. Hoje eu estou feliz. Notou? Acordei estranhamente linda e isso é bom. Vi que não adianta me desgastar com pessoas falsas e sorrateiras (mãe, adorei essa palavra!!) e chorar pelos quatro cantos da casa clamando por justiça. Se existem pessoas que não querem o bem de outras (ou em português claro: se ela diz ser minha amiga e me apunhala pelas costas), eu não vou tentar entendê-la e ficar repetindo a mesma frase, que me soa como um disco velho e arranhado: eu não acredito que existe gente assim. Sim, Bel, coloca isso de uma vez na sua cabeça: existe gente assim! Decorou? Então não cometa o mesmo erro de novo, não sofra por achar que situações como essas só aparecem em telas de cinema. Existem pessoas (reais) que não se aceitam e querem se destruir. (E te destruir, caso você se permita). Existem pessoas que forjam emails em nome de outras e mandam textos e mensagens para semear discórdia e destruir dias de paz. Sim, menina boba, existe! E não está no roteiro. E não tem fim como nos filmes porque pessoas perturbadas (quando querem) são infelizes para sempre. Elas se enganam, mentem para si mesmas e acreditam em suas próprias histórias ruins. E depois que as verdades aparecem, outras desculpas surgem, computadores são invadidos por hackers talentosíssimos de identidade secreta, uma imaginação digna de Oscar e nenhum aplauso no final. É triste. Muito triste. A platéia assiste em silêncio, pouco a pouco o público se retira. (Indignado!). Mas hoje não é dia de tristeza. Peço então que fechem as cortinas!!! Meu espetáculo é outro. Desculpe garota, grande produção e nenhum conteúdo não combinam com a minha vida. Os personagens que vivem comigo são pessoas reais, que têm horror a fofocas, mentiras e tapete-vermelho. Meus artistas - que fazem da minha vida digna de agradecimento - são os meus poucos amigos que são simples, raros e meus. E não serão seus como você tanto deseja. Portanto, vamos deixar uma coisa aqui bem clara: a amizade que você inventou para nós termina aqui. Fim. The end. Entendeu? Viva seu filme de cachês milionários, atrizes lindas, galãs incríveis e situações fantásticas. Meu roteiro é outro. Não tem glamour. Não tem foto em revista, não tem autógrafos, paparazzis, nem sorrisos falsos. Mas tem coração, integridade, honestidade, poesia, amizade e certezas. Certeza de amar sem provas. Para mim isso vale uma vida.

Obs: Obrigada a todas as pessoas reais que - mesmo virtuais - tem sentimentos nobres e reconhecem o valor das palavras e da amizade. Tin-tim para todos!



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 13h24
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"Às vezes me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você"
(Pitty)

Como vai a vida? Por aqui, nada no mesmo. A mesma rotina, pouquíssimas coisas se modificaram, quase não dá pra perceber. Nada comparado ao que eu queria que realmente se modificasse. Queria entender as pessoas. Mas, antes queria entender meus porquês, quem sabe assim eu entenderia melhor tudo e todos. Certo dia estava lendo alguns capítulos do livro de física, já imaginou vivendo em um mundo de fórmulas? Elétrons, massas, força, energia. Complicado! Complicado ou não, eu não sei. A vida pode ser uma competição. Os melhores permanecessem, os piores saem fora. A dor que sinto agora sangra. Corta, rasga, machuca e sangra. Quando fico feliz o mundo me engole. Quando triste o mundo me desperta desejos. Não sou rótulo e também não quero roteiros feitos, não existe começo nem meio nem fim em mim. Eu existo! Esse coração me engole, um coração que muitas vezes guarda palavras, sentimentos, segredos. Quem sabe assim, eu viva mais e aprecie a vida. Palavras são pra mim antídoto, anti-stress, anti-monotonia. Aceito viver sem provas, aceito viver sem seus cafunés, aceito viver meu exageiro, aceito viver sem sentir saudades, enfim...Aceito viver!

"Uma noite estrelada, vale a dor do mundo."
Adélia Prado.



Postado por: ★ Eva Brown ★ às 09h37
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quem sou eu?

Isabel, vulgo Bel, quatro de janeiro, vinte e um anos, capricorniana, baiana, primogênita. Intensa, radical, sorridente e acima de tudo feliz. Pizza, torta de morango, bombom de cereja, sorvete, suco de laranja, unhas escuras, sapatos, make-up, perfumes, uvas, roxo, tatoos, piercing. Oasis, Capital Inicial, Ana Carolina, Scorpions, CBJr., Shakira, Maná, Engenheiros do Hawaii.


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